Um espetáculo sem precedentes que mistura música e arte, apresentado em Shanghai, China, na cerimônia de encerramento do World Expo Closing Ceremony Concert Fusion of Art and Music. Preste atenção às “cadeiras” onde ficam "sentadas" as moças que tocamos instrumentos musicais ^^
Existem muitos outros videos no YouTube, recomendo todos !
"Com direito até a Nona Sinfônia de Bethoven : ) "
A Rain Room (“Sala de Chuva”, em português) é uma instalação de arte da Random Internacional instalada no Barbican Centre de Londres. Esta obra contemporânea ousada convida você a experimentar a sensação de controlar a chuva.
Os visitantes podem simplesmente assistir ao espetáculo ou caminhar cuidadosamente através da “chuva” sem se molhar.
A sala é recheada de sensores 3D que controlam as válvulas no teto, fechando-as quando algum corpo é detectado. Imagino que a sensação deve ser fantástica!
A instalação fica até 3 de Março de 2013 no Barbican, em Londres. Babem assim como eu Rss
Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.
Download gratuito (somente na versão em português):
Uma fundação suíça acredita ter provas científicas de que o quadro descoberto em 1913, Mona Lisa Isleworth seria um retrato da mesma mulher - Lisa del Giocondo, esposa de um mercador florentino rico - cerca de uma década antes da célebre pintura de Leonardo Da Vince. A instituição The Monalisa Foundationestá baseando a sua afirmação em 35 anos de pesquisa, mas o professor de Oxford, Matim Kemp, insiste que não existe nenhuma base parar afirmar que existiu uma pintura anterior ( não professor ? Olha a foto ao lado rs) O quadro que ficou guardado em um cofre por 40 anos foi revelado à imprensa de Genebra na quinta-feira passada.
Desde o século 16, as fontes têm sugerido que Da Vinci pintou duas versões da Mona Lisa: um retrato para o marido, em 1503, e outro, completado em 1517, por Giuliano de Medici, patrono de Leonardo – o retrato que agora se encontra no Louvre.A fundação diz que o exame forenses realizados a poiam essa evidência histórica.
Já pensou nisso? Se aparecesse um gênio da lâmpada, você pediria para ser feliz? Por que não pedir pra ser bom? Honesto? Justo? Leal?
Quando foi que nossa própria felicidade individual assumiu o centro das nossas vidas?
Por que tantos livros sobre felicidade na sua estante? Onde estão seus livros sobre ser uma pessoa melhor? O que você não estaria lendo enquanto lê sobre a busca da felicidade? O que você está deixando de criar a medida que consome os artigo do catálogo para a felicidade ?
Ao invés de querer ser feliz, já pensou em simplesmente querer ser menos egoísta? Ao invés de correr atrás da sua felicidade, já pensou em ampliar seus conceitos de justiça e altruísmo? Por que não?
O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte. O cineasta conheceu Milton Santos em 1995, e desde então tinha planos para filmar o geógrafo. Os anos foram passando e, somente em 2001, Tendler realizou o que seria a última entrevista de Milton (que viria a morrer cinco meses depois). Baseado nesse primeiro ponto de partida o documentário procura explicar, ou até mesmo elucidar, essa tal Globalização da qual tanto ouvimos falar.
O documentário percorre algumas trilhas desses caminhos apontados por Milton, vemos movimentos na Bolívia, na França, México e chegamos ao Brasil, na periferia de Brasília. Em Ceilândia, a câmera nos mostra pessoas dispostas a mudar as manchetes dos jornais que só falam da comunidade para retratar a violência local. Adirley Queiroz, ex-jogador de futebol, hoje cineasta, estudou os textos de Milton e procura novos caminhos para fugir do 'sistema' ou do Globaritarismo -- termo criado por Milton Santos para designar a nova ordem mundial.
Muita gente usa uma “grossa argola” negra no anelar da mão direita. Bom, imaginando que mão e dedo não interferem no significado do anel de tucum (esse é o nome da tal “argola”), que pra muitos serve como compromisso pelas lutas populares, pelas classes subalternas.
Trata-se, pois, de uma aliança popular, de um pacto de honra e determinação por fazer tudo que estiver ao meu alcance, como indivíduo e como ser social, para levar adiante a reivindicação de direitos e a esperança por um mundo realmente humano e fraterno.
Na explicação que publico abaixo – está a origem histórica e religiosa dos grandes pactos, das grandes alianças… E também alguns emblemas para refletir sobre a força e a importância do anel de tucum, que deve ser carregado no dedo, no coração e na ação cotidiana.
A história do anel começou no tempo da escravidão. Os senhores de engenho e as senhorinhas quando casavam selavam seu matrimônio com um anel de ouro, como acontece hoje em dia. Porém, os escravos não tinham condições de comprar anéis de ouro, então selavam seu matrimônio com pequenos anéis de tucum.
Na época da escravidão no Brasil, esses anéis, além de simbolizarem o matrimônio, também simbolizavam a amizade e a resistência na luta por libertação. Era um símbolo clandestino, cuja linguagem somente os escravos entendiam. O anel de tucum agregava os oprimidos, em busca de vida, mesmo no meio de tanta opressão.
Hoje em dia, esses anéis são adotados como uma forma de escolha, de preferência pelos jovens, pelos pobres e oprimidos, pelas minorias em busca de libertação, simboliza a luta pelas causas sociais.
Algumas pessoas o utilizam apenas pelo visual, sem conhecer ou se importar com o seu real significado. O anel também é sinal da aliança com as causas indígenas e populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas e as suas consequências.
Você toparia usar esse anel em defesa de nossa querida José de Freitas? No filme chamado “O Anel de Tucum” você pode ouvir Dom Pedro Casaldáliga falando sobre o anel. Recomendo !
" Aos ansiosos, a explicação sobre o anel começa em 2:50 min Rsss"
" O link está na foto, mas pra isso, só passando por cima do meu cadáver parceiro !" rss
Vou me permitir falar como velho, já estou avisando rs ... Parecia malhavilha suficiente quando deixamos de ter que rebobinar as fitas da locadora e passamos para a era do DVD arranhado - vamos fingir que foi uma revolução ok rss - em que isso deixou de existir, bem como aquela misteriosa e eterna dúvida se sua fita ficaria presa em uma das 4 cabeças auto-limpantes de seu possante Hi-Fi. Imagine como este coração senil se sentiu agora ao saber que posso simplismente assistir no conforto de minha casa ( deitado na cama com o notebook na minha barrica) sem devolver fita em dias de chuva e sem as cenas saltitante dos dvds, a 86 Filmes brasileiros completos no Youtube...
Tem ótimos filmes como: Janela da Alma, Cidade Baixa, Baixio das Bestas, Estômago, Carandiru, Budapeste, Lixo Extraordinário, Tropa de Elite e Tropa de Elite 2 entre outros...
Se você não teve coragem para pegar o link acima, vou te dar uma segunda chance. Basta clicar AQUI seu frouxo rss
Para quem gosta de filmes e está em uma das mil greves que estão ocorrendo no Brasil essa é a hora da um Up na cultura !
Zumbi - A saga dos Quilombolas dos Palmares chega ao CCBB Rio de Janeiro de Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e músicas de Edu Lobo . Com direção de João das Neves e direção musical de Titane Estreia 10 de agosto
Informações :
Local: CCBB RJ– Teatro II Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro – RJ Telefone: (21) 3808-2020 Capacidade: 158 lugares, sendo 3 para cadeirantes Duração: 90 minutos Temporada: DE 02 DE AGOSTO a 02 DE SETEMBRO de 2012 / QUINTA A DOMINGO ÁS 19h30 Ingressos: R$ 6,00 (INTEIRA) R$ 3,00 (MEIA) Classificação etária: LIVRE
Acompanhe a apresentação
do genial Luli Radfahrer -Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP- tendo como título “ As principais tendencias da
tecnologia” que aconteceu na Campus Party. A pesar do tema proposto Radfahrer acaba pro abrir as percepções
para inúmeros assuntos muito além de tecnologia puramente, acabando por contemplar comportamento, história, mercado e cotidiano tudo de uma vez e com uma
linguagem 100% a nosso tempo. Confiram !
"Não se intimide pelo tamanho do vídeo, ele vai prender sua atenção. Aposto ! "
Um dos sonhos de Paulo Freire era ver seu acervo pessoal acessível à população sem custos. Agora, com uma parceria firmada entre a Brasiliana USP e o Instituto Paulo Freire (IPF), o desejo do mais famoso educador brasileiro está mais próximo da realidade. Basta ter acesso à internet para ler online gratuitamente a vários trabalhos do pensador.
A iniciativa, que começou em 2011, faz parte do projeto “Paulo Freire Memória e Presença: preservação e democratização do acesso ao patrimônio cultural brasileiro”, desenvolvido pelo IPF. A Plataforma Corisco, desenvolvida pela USP, é o sistema que possibilita a disponibilização do acervo na rede. Ela já é utilizada pela Brasiliana USP, que está levando à internet os volumes doados pelo bibliográfo José Mindlin à Universidade – no total, são 40 mil.
A implantação foi feita em conjunto entre as equipes das duas instituições, com contribuições do IPF para o projeto desenvolvido pela USP. A Corisco, por sua vez, usa como base o sistema Dspace, criado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, e que é aplicado no mundo todo por centenas de instituições. “O que nós fizemos foi adaptar o Dspace para as nossas necessidades. Acrescentamos, por exemplo, um dispositivo para visualizar os livros completos na rede”, explica o professor Edson Gomi, da Escola Politécnica (Poli) da USP, responsável pela plataforma.
Na versão original, os livros precisavam ser baixados e lidos no formato PDF. “O problema é que isso requeria o uso de programas específicos, de empresas privadas. Na Corisco, é necessário apenas o navegador”, explica Gomi. Agora o IPF, que conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, trabalha na ampliação dessa funcionalidade para o acesso ao acervo audiovisual de Paulo Freire, com ferramentas para assistir a vídeos e ouvir arquivos sonoros – tudo online e sem custos para o usuário.
A 8º edição do Paraty em Foco está chegando. O festival de fotografia realizado na cidade de Paraty no Rio de Janeiro já se tornou o mais importante evento fotográfico da agenda Brasileira e um dos 10 maiores do mundo nesse gênero. São cinco dias onde fotógrafos profissionais e amadores podem se dedicar a aprender, fotografar e apreciar obras fotográficas. Um respiro artístico em meio a tantos congressos técnicos que temos atualmente.
Como o próprio site do evento aponta ” Desde sua origem, o Festival vem levantando reflexões sobre a fotografia como arte e sua inserção no mercado artístico. A próxima edição reposiciona a discussão de uma forma mais ampla, voltando-se ao caráter documental da fotografia, sem deixar de lado outras vertentes imagéticas, que compõem e norteiam a produção internacional. Os organizadores do evento assumem o compromisso de discutir o futuro do fotojornalismo e a retomada da fotografia documental em suas diferentes vertentes.”
O evento este ano vai acontecer entre os dias 26 e 30 de setembro e já está com várias atividades confirmadas. Em 2012 vão ser 340 vagas nos workshops que vão cobrir os mais variados temas. Teremos apresentações que vão falar sobre a captura da imagem e outras focadas na impressão de imagens. Ou seja, os dois extremos do processo de criação fotográfica.Entre os profissionais que vão apresentar workshops encontramos:
Clicio Barroso (Imersão em Fotolivro – Photoshop Lightroom 4 e o módulo Book),
Luiz Garrido (Sempre Retrato),
Cristiano Mascaro (A fotografia e a cidade),
Bob Wolfenson (Workshop sem título).
O investimento nos Workshops fica na casa dos R$ 450,00 e a lista completa, bem como a inscrição, pode ser encontrada no site do evento.
Fora os Workshops, existem outras opções para participação no Paraty em Foco que fazem do festival aquilo o que ele realmente é: um espaço para troca de conhecimento. Vejam o que mais vai estar abaixo em destaque:
A rede TLN transmitiu esse ano o último e inédito episódio deChapolin Colorado, filmado em 1979, esse episódio mostra a despedida dos personagens e atores dessa série mexicana que durou mais de 9 anos. Você confere aqui o episódio com a dublagem original brasileira que estamos acostumados, não perca : )
Leila Pinheiro e OSRJ - O coco do coco (Guinga & Aldir Blanc)
O CÔCO DO CÔCO (Guinga e Aldir Blanc) Moça, donzela não arrenega um bom coco Nem a mãe dela, nem as tia, nem a madrinha Num coco toco quem faz muito e acha pouco Em rala-rala que se educa a molhadinha
Se tu não peca meu bem Cai a peteca neném Vira polícia da xereca da vizinha
Se tu se guarda e não tem Tá encruada que nem Ovo no cu da galinha
Não tem cinismo que diz Entre a santa e a meretriz Só muda a forma com que as duas se arreganha
Eu só me queixo se criar teia de aranha Quem nega tá de manha ou faz pouco que gozou No tempo em que casei de véu com meu marido Era virgem no ouvido e ele nunca reclamou Pra ser sincero eu acho que isso inté facilitou
Moça...
Pra quem gostou da música, aqui tem ela em um outro arranjo:
Apresento-me aos leitores e aos que escrevem aqui no blog.
Como meu amigo Wiliam, único que conheço do pessoal, me deu
liberdade total pra escrever aqui, decidi acrescentar uma coisa diferente no
perfil do blog. Escolhi tentar postar toda semana uma música e um texto.
Abraços,
Gabriel
A Insustentável Leveza do Ser (Capítulo 2, Parte 1)
Romance de Milan Kundera
Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito
de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que idéia atroz!
No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável
leveza. Isso é o que fazia com que Nietzsche dissesse que a idéia do eterno
retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht).
Se o eterno retorno é o mais pesado
dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a
sua esplêndida leveza.
Mas, na verdade, será atroz o peso e
bela a leveza?
O mais pesado fardo nos esmaga, nos
faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os
séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino, O fardo mais
pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital.
Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais ela é
real e verdadeira.
Por outro lado, a ausência total de
fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe,
se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real,
que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes.
Então, o que escolher? O peso ou a
leveza?
Foi a pergunta que Parmênides fez a si
mesmo nó século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo está dividido em
duplas de contrários: a luz e a obscuridade, o grosso e o fino, o quente e o
frio, o ser e o não-ser. Ele considerava que um dos pólos da contradição é
positivo (o claro, o quente, o fino, o ser), o outro, negativo. Essa divisão em
pólos positivo e negativo pode nos parecer de uma facilidade pueril. Menos em
um dos casos: o que é positivo, o peso ou a leveza?
Parmênides respondia: o leve é positivo,
o pesado negativo. Teria ou não razão? Essa é a questão. Uma coisa é certa. A
contradição pesado-leve é a mais misteriosa e a mais ambígua de todas as
contradições
Quando eu estava no exército, fiz um teste de aptidão, solicitado a todos os soldados, e consegui 160 pontos.
A média era 100.
Ninguém na base tinha visto uma nota dessas e durante duas horas eu fui o assunto principal.
(Não significou nada – no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP – Kitchen Police)
Durante toda minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também achavam isso.
Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?
Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele.
Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos.
No fim, ele sempre consertava meu carro.
Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico.
Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um acadêmico.
Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido.
Em um mundo onde eu não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou desembaraçar alguma coisa complicada eu me daria muito mal.
A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo.
Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez.
Ele adorava contar piadas.
Certa vez ele levantou sua cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou:
“Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.
“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir”
Enquanto meu mecânico gargalhava, ele ainda falou:
“Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”
“E muitos caíram?” perguntei esperançoso.
“Alguns. Mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.
“Ah é? Por quê?”
“Porque você tem muito estudo doutor, sabia que não seria muito esperto”
E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.
História é cultura. Felizmente, hoje o jornal O Estado de São Paulo lança sua contribuição para a memória brasileira ao liberar o acervo completo de reportagens do jornal desde que ele foi criado, em 1875. Internautas têm a disposição mais de dois milhões de páginas digitalizadas com absolutamente tudo que foi publicado pelo periódico.
Como bom estudante de Jornalismo que sou — em vias de entregar o TCC num trabalho que investiga a relação do ofício secular com a realidade que as mídias digitais nos impõe –, foi com grande alegria que abri a página inicial do Estadão.com.br nessa quarta-feira e logo descobri a reportagem anunciando a chegada do acervo online. Em boa hora, sem sombra de dúvida.
Aqueles que gostam de blues podem comemorar porque já esta confirmado: O mestre B.B. King vem pro Brasil. Através de seu site oficial e de sua página no Facebook, o músico confirmou cinco apresentações no nosso país.
Com 86 anos de idade, o cara continua destruindo na guitarra. A princípio, o mestre da guitarra se apresentará no Rio de Janeiro, em Curitiba e na cidade de São Paulo.
Confira o roteiro de shows de B.B. King pelo país:
29 de setembro - Rio de Janeiro – Vivo Rio
02 de outubro – Curitiba - Teatro Guaira
05 de outubro – São Paulo – Via Funchal
06 de outubro – São Paulo – Via Funchal
07 de outubro – São Paulo – Bourbon Street Music Club
Enquanto essas datas não chegam, se contentem com esses vídeos alucinantes do cara!
Sou um professor de Teologia em crise com a dificuldade que eu e outros colegas enfrentamos nos últimos anos diante dos novos seminaristas enviados para as faculdades de teologia evangélica. Tenho trabalhado como Professor em Seminários Evangélicos desde 1991 e, tristemente, observo que nunca houve safras tão fracas de vocacionados como nos últimos três anos.
No início de meu ministério docente, recordo-me que os alunos chegavam aos seminários bastante preparados biblicamente, com uma visão teológica razoavelmente ampla, com conhecimentos mínimos de história do cristianismo e com uma sede intelectual muito grande por penetrar no fascinante mundo da teologia cristã. Ultimamente, porém, aqueles que se matriculam em Seminários refletem a pobreza e mediocridade teológica que tomaram conta de nossas igrejas evangélicas.
Sempre pergunto aos calouros a respeito de suas convicções em relação ao chamado e à vocação. Pois outro dia, um calouro saiu-se com a brilhante resposta: “não passei em nenhum vestibular e comecei a sentir que Deus impedira meu acesso à universidade a fim de que eu me dedicasse ao ministério”…
A grande maioria dos novos vocacionados chega aos Seminários influenciada pelos modismos que grassam no mundo evangélico. Alguns se autodenominam “levitas”. Outros, dizem que estão ali porque são vocacionados a serem “apóstolos”. Ultimamente qualquer pessoa que canta ou toca algum instrumento na Igreja, se autodenomina “levita”. Tento fazê-los compreender que os levitas, na antiga aliança, não apenas cantavam e tocavam instrumentos no Templo, como também cuidavam da higiene e limpeza do altar dos sacrifícios (afinal, muito sangue era derramado várias vezes por dia), além de constituírem até mesmo uma espécie de “força policial” para manter a ordem nas celebrações.
Porém, hoje em dia, para os “novos levitas” basta saber tocar três acordes e fazer algumas coreografias aeróbicas durante o louvor para se sentirem com autoridade até mesmo para mudar a ordem dos cultos. Outros há, que se auto-intitulam “apóstolos”. Dentro de alguns dias teremos também “anjos”, “arcanjos”, “querubins” e “serafins”. No dia em que inventarem o ministério de “semi-deus” já não precisaremos mais sequer da Bíblia.