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13 de fev. de 2013

A pílula da inteligência já existe


"Eu tinha que me preparar para um trabalho e resolvi tomar um comprimido. O resultado foi incrível. Consegui estudar 12 horas sem parar."

"Era uma época agitada na minha vida. Eu fazia faculdade de direito, trabalhava num escritório e ainda estudava para concursos públicos. Comecei a usar um remédio que o neurologista havia receitado para a minha tia. Não tive nenhum efeito colateral e senti um belo aumento na minha concentração. Na época das provas, eu aumentava a dose."

Já existem medicamentos capazes de turbinar o cérebro
.Mas até que ponto é seguro tomá-los?
"Fiquei mais inteligente, tudo o que estudo é mais bem aproveitado. Graças ao remédio, passei no vestibular de química e virei um dos melhores alunos da classe. Agora decidi prestar vestibular para economia. Consegui uma bolsa em um cursinho depois de ficar em 1o e 2o lugar em vários simulados. Tenho consciência de que outros estudantes também usam o remédio. Mas espero que ele não se popularize. Afinal, se todo mundo tomar, como vou me destacar?"

Esses relatos são reais. São os depoimentos de Augusto** (26 anos, doutorando, Recife), Henrique (25, advogado, Brasília) e Marcos (21, estudante, Rio de Janeiro). Eles são pessoas normais, sem nenhum problema no cérebro. Mas decidiram tomar medicamentos tarja-preta, desenvolvidos para tratar disfunções neurológicas - mas que, em pessoas saudáveis, podem provocar uma espécie de turbo mental: intensificar a atenção, a concentração, a memória ou certos tipos de raciocínio. Ou simplesmente ajudar a pensar mais, por mais tempo, sem cansar. E quem não quer isso, afinal? Um estudo recém-publicado no jornal científico Nature revela que 25% dos universitários tomam ou tomaram algum tipo de remédio para tentar aumentar seu desempenho cognitivo. E uma nova geração de medicamentos, supostamente mais segura, acendeu de vez o interesse pelas pílulas da inteligência - que cada vez mais médicos, executivos e até cientistas estão tomando. Tanto é que um grupo de neurologistas das Universidades da Califórnia, da Pensilvânia, de Cambridge e Harvard escreveu um manifesto explosivo, que está dividindo a comunidade científica. Ele defende que certos medicamentos, que hoje são tarja-preta (de venda e uso controlados), sejam totalmente liberados - para que todo mundo possa tomá-los e aumentar o próprio QI. "A engenhosidade humana nos deu meios de aprimorar nosso cérebro, com invenções como a escrita, a imprensa e a internet. Essas drogas deveriam ser encaradas da mesma forma: são coisas que a nossa espécie inventou para melhorar a si mesma", afirmam os cientistas. Loucura?

O smartphone totalmente transparente


A Polytron Technologies é uma  empresa  especializada em tecnologia de exibição, revelou na última semana um protótipo de smartphone totalmente transparente - sonho dos Apple maníacos.
O protótipo é fabricado com vidro leve e tem seus circuitos internos quase invisíveis, permitindo assim que todo o corpo do telefone seja transparente. O aparelho ainda não funciona completamente, mas já pode ser visto através dele alguns componentes, como as baterias, câmera e o cartão de memória.
Informações do gerente geral da Polytron, Sam Yu, mostram que a tecnologia é consistente e que vários fabricantes de telefone do mundo inteiro já estão de olho no novo aparelho.
Ainda não se sabe muito sobre o custo dessa nova tecnologia, mas segundo rumores, um executivo da empresa afirma que os usuários podem ver a chegada do novo smartphone de vidro transparente ainda esse ano.

"Imaginem quantos celulares desses você vai perder só no sofá da sua casa rss"

Uma usina doméstica de biodiesel


A empresa britânica Biobot desenvolveu uma máquina capaz de transformar o óleo de cozinha usado em biodiesel. O processo de reaproveitamento não é algo novo, mas o mais interessante deste produto é a praticidade que ele oferece por poder ser instalado nas próprias residências.

A máquina inglesa evita que a gordura seja despejada no esgoto, poluindo milhares de litros de água potável. Além disso, essa é uma opção de combustível menos poluente que o tradicional óleo diesel, proveniente do petróleo. O processador doméstico tem capacidade para trabalhar com até 20 litros de óleo, misturados ao metanol, a cada lote.

O bombeamento e todas as fases de reações levam de 12 a 24 horas para serem finalizados. Depois disso, o combustível está pronto para o uso. O processo pode parecer lento, se comparado à praticidade oferecida por um posto de abastecimento. No entanto, é preciso considerar que este é um processo barato, já que o óleo seria na verdade descartado, e também é uma opção ecologicamente correta.

O BioBot 20 está disponível comercialmente por US$ 655, aproximadamente R$ 1.300. Assista o vídeo abaixo para entender mais detalhes sobre o funcionamento do produto:


Com informações do Gizmag.

29 de set. de 2012

Código Florestal: A derrota humilhante


A derrota imposta pelos ruralistas ao conjunto da sociedade brasileira, ao aprovar o novo Código Florestal (Código dos Ruralistas), é a mais humilhante que já conheci nesses 35 anos de militância social. Nunca, nem na ditadura, a sociedade foi humilhada dessa forma.

Eles conseguiram absolutamente tudo que queriam. Essas últimas questões são periféricas diante do que era realmente o objetivo: reduzir a área de preservação permanente nos grandes rios de 500 metros para 100, numa gradação proporcional até rios menores, agora com exigência de apenas 15 metros. Nem vamos falar das encostas e propriedades acima de quatro módulos.

Com essa mudança legal, não só “consolidam” a área agrícola, como eles dizem, como não pagarão uma única multa dos crimes ambientais que cometeram. É uma vitória arrasadora sobre nós e sobre as gerações que virão nesse país.

Os governos de plantão sabiam que no Congresso eles são maioria. Por isso, poderiam ter buscado outros caminhos, como um projeto elaborado por cientistas, que fosse a plebiscito ou a referendo.

Poderiam ter aproveitado a vontade de 80% da população brasileira contra a mudança no Código.

Preferiram o caminho restrito do Congresso, porque, na verdade, no fundo, concordam com o que foi feito.

A derrota não é só política. Ela é, sobretudo, a derrota do bom senso, da decência, da ciência, da defesa das bases naturais que sustentam a vida digna de um povo.

Judas se vendeu por 30 moedas de prata. Alguém vendeu o país por uns 30 kg de soja.



Roberto Malvezzi (Gogó) possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais.

Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.


28 de set. de 2012

Mensalão: julgamento do STF pode não valer


Por: LUIZ FLÁVIO GOMES, 54, doutor em direito penal

Muitos brasileiros estão acompanhando e aguardando o final do julgamento do mensalão. Alguns com grande expectativa enquanto outros, como é o caso dos réus e advogados, com enorme ansiedade. Apesar da relevância ética, moral, cultural e política, essa decisão do STF – sem precedentes – vai ser revisada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, com eventual chance de prescrição de todos os crimes, em razão de, pelo menos, dois vícios procedimentais seríssimos que a poderão invalidar fulminantemente.
O julgamento do STF, ao ratificar com veemência vários valores republicanos de primeira linhagem – independência judicial, reprovação da corrupção, moralidade pública, desonestidade dos partidos políticos, retidão ética dos agentes públicos, financiamento ilícito de campanhas eleitorais etc. -, já conta com valor histórico suficiente para se dizer insuperável. Do ponto de vista procedimental e do respeito às regras do Estado de Direito, no entanto, o provincianismo e o autoritarismo do direito latino-americano, incluindo, especialmente, o do Brasil, apresentam-se como deploráveis.
No caso Las Palmeras a Corte Interamericana mandou processar novamente um determinado réu (na Colômbia) porque o juiz do processo era o mesmo que o tinha investigado anteriormente. Uma mesma pessoa não pode ocupar esses dois polos, ou seja, não pode ser investigador e julgador no mesmo processo. O Regimento Interno do STF, no entanto (art. 230), distanciando-se do padrão civilizatório já conquistado pela jurisprudência internacional, determina exatamente isso. Joaquim Barbosa, no caso mensalão, presidiu a fase investigativa e, agora, embora psicologicamente comprometido com aquela etapa, está participando do julgamento. Aqui reside o primeiro vício procedimental que poderá dar ensejo a um novo julgamento a ser determinado pela Corte Interamericana.

24 de set. de 2012

Pesquisa: 25% dos pacientes são prejudicados por erro médico e não sabem

Considerado uma espécie de tabu entre profissionais de saúde, os erros médicos (que, estima-se, prejudicam um a cada 4 pacientes hospitalizados) são tema do livro “Unaccountable: What Hospitals Won’t Tell You and How Transparency Can Revolutionize Health Care” (“Irresponsável: O que Hospitais não irão lhe contar e Como a Transparência pode Revolucionar a Assistência Médica”, sem tradução no Brasil).
Seu autor, o cirurgião Marty Makary, descreve certos tipos de médicos, tais como:
  • Os perigosos, que continuam exercendo a medicina graças ao silêncio de seus colegas;
  • Os “da Idade da Pedra”, que não se atualizam, mantém práticas defasadas e não lhe contam isso;
  • Os obcecados por lucro, que recebem “comissões” de laboratórios e empresas e aparelhos médicos para prescrever determinados remédios ou implantes de aparelhos.
" O autor Marty Makary (segundo pela direita) com colegas
 na Johns Hopkins Hospital"
Expostos, muitos médicos se sentiram de certa forma “atacados” pelo livro. Contudo, para cada um desses, há cinco outros que agradecem a Makary por “contar a história por trás das estatísticas”, diz o autor.
Ele conta que escreveu o livro porque deseja mudar o sistema de saúde dos Estados Unidos (embora outros países possam seguir o exemplo) de dentro para fora. Não acredita, porém, que o Estado ou o mercado possam fazê-lo: “São os pacientes que podem mudar o sistema”, aponta. Como? Sendo “consumidores” mais criteriosos da assistência médica, da mesma maneira que fazem ao adquirir outros serviços ou produtos.
Para ajudar, Makary dá alguns conselhos:
  • Se não souber se o médico é bom ou não, pergunte aos funcionários do hospital;
  • Procure informações sobre sua condição em sites confiáveis e descubra opções de tratamento (nota: ele não diz que dados da internet substituem o diagnóstico de um especialista);
  • Quando o médico sugerir que você passe por uma cirurgia, faça algumas perguntas: O que acontece se você não passar pela cirurgia? Quais as alternativas? Quais os riscos e benefícios?
  • Peça uma segunda opinião.
Fonte: CNN

22 de set. de 2012

Honduras será primeiro país a privatizar cidades



Ou o Estado ganhará a sonhada meritocracia,
 ou o Capital ganhará o sonhado Estado. Não há volta !
A iniciativa é arrojada. O governo trata o programa como a possibilidade de “transformar o país em uma máquina de dinheiro” e acelerar o progresso rumo ao padrão de vida do primeiro-mundo. A ideia é criar algo como ilhas de independência dentro do país, as REDs (Regiões Especiais de Desenvolvimento) construídas e gerenciadas por empresas estrangeiras – até as leis seriam próprias. 

O objetivo é dar uma injeção de investimento que traria na esteira outros benefícios, como gente jovem e criativa disposta a trabalhar no país, dando uma aura cool pra cidade (exatamente como a das duas cidades citadas no primeiro parágrafo). Essa atmosfera de inovação produziria um ciclo virtuoso que, em tese, só traria benefícios para Honduras. 

Michael Strong, um dos maiores entusiastas do projeto (veja só, CEO de uma multinacional), diz que programadores e designers – dois empregos imprescindíveis para qualquer aspirante a capital tecnológico  – não vão trabalhar em um local que lhe ofereça apenas o salário. Eles fazem questão de restaurantes, bares e casas de show cheias de gente interessante.

A iniciativa é polêmica. O fato de empresas ganharem o direito de criar uma cidade do zero implica na necessidade de um sistema Executivo, Judiciário e Legislativo, também surgidos do nada. Não é difícil prever a quais interesses as leis dessas cidades modelos atenderão. Um dos municípios será construído no mesmo território em que vive uma comunidade indígena. A dúvida é: será que os índios também estão ansiosos para ver as novas leis e privilégios que certamente NÂO terão ?

No dia 6 de setembro foi assinado um memorando que permite a criação de 3 dessas cidades. A promessa é que a primeira delas crie 5 mil postos de trabalho logo de cara, com a previsão de mais 20 mil em um futuro próximo.

visto em: alunosmeto , revistagalileu e fastcoexist
Acesse o Artigo Original em: http://www.querocriarblogger.uni.me/2012/01/como-colocar-paginas-numeradas-no-blog.html#ixzz1jC8zw1Dt